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BATALHAS HUMANAS

Caríssimos irmãos de ideal Espírita, fraternos e muito queridos amigos desta Casa Espírita: nossos votos de paz, no sincero respeito aos esforços que fazem pela adoção do amor e da caridade!

A desencarnação, em primeiro lugar, nos obriga a uma retrospectiva impressionante de todos os fatos que constituíram a existência física que deixamos. Não há uma criatura sequer que possa fugir a essa revisão detalhada e profundamente reveladora de seus passos na Terra, de modo que, por mais avesso o indivíduo se mostre à renovação, ele se vê e se penaliza consciencialmente, segundo o que fez da oportunidade reencarnatória que a Providência de Deus a ele concedeu…

Em um segundo momento, quando se dá a integração de nossa alma à Vida Espiritual com que nos sintonizamos – dentro da Lei de Causa e Efeito –, usufruímos de grandes aberturas da mente, pois a sensibilidade alcança dimensões imprevisíveis pelos cidadãos comuns do mundo.

E é no exercício dessas faculdades que parecem muito com a dos mais potentes médiuns que conhecemos na Crosta, que iniciamos um aprendizado incomum, ampliando-nos a visão das coisas, dos acontecimentos, das pessoas…

Para quem vivenciou, por pura misericórdia do excelso amigo Jesus, a beleza da mediunidade de Chico*, na doce e inesquecível Pedro Leopoldo de décadas atrás, esta incursão consciente nos domínios da Vida Espiritual é um verdadeiro delírio de alegria e satisfação – afinal, sempre fomos um apaixonado pelas Verdades espirituais que o emérito Senhor Allan Kardec descortinou para a Humanidade!

Tem sido para nós, meus amigos, uma verdadeira dádiva esse convívio com os que nos antecederam a desencarnação e também com os muitos benfeitores que nos ajudaram a vencer lutas pessoais e as do Ideal, de modo ostensivo ou anônimo!

Reconhecendo, aqui, no Mundo Espiritual, a veracidade do que estudamos e aprendemos com a Obra da Codificação e também com a obra de nossa Alma Querida* – leia-se Emmanuel e todos os que o Senador** apresentou à comunidade espírita pela mediunidade do dileto médium, lamentamos, mesmo aqui, já desligado do mundo, meus amigos, a falta de interesse e de lealdade de muitos companheiros nossos em relação à Obra básica, tanto quanto em relação às revelações seguras legadas a todos pelo Mais Alto através de Chico…

Daqui, em observações criteriosas e até surpreendentes para mim – que mal conto um ano de desencarnado, percebo o quanto a fantasia tem visitado a mente de médiuns sem estudo ou sem comprometimento moral com a Doutrina. Há confusão de temas e banalização de conteúdos sublimes… Há inversão de valores e descrédito lançado ao que é sério e valoroso…

São tempos de aferição e zombaria, realmente, embora haja bondade e luz da parte do Alto em favor da Terra inteira!

Sabemos que tudo se renova e a própria Doutrina do Consolador é a prova disso, mas reafirmo, pessoalmente, por receber no coração o afago da Misericórdia de Nosso Pai, que cada um, em particular, deverá testemunhar seu ideal e sua lealdade à Obra, sem poder contar, muitas vezes, com o apoio e a compreensão da maioria!…

Valorizemos, meus caríssimos e diletos amigos, a bênção do Senhor Jesus e sigamos dando o nosso melhor, com sinceridade, com honestidade, sendo fieis às divinas lições!

Agradecido pelas generosas lembranças e pela ternura da amizade de vocês, deixo aqui o meu abraço carinhoso e saudoso, certo de que o excelso Amigo não nos abandonará na jornada.

Confiança e perseverança, meus queridos!

ARNALDO ROCHA

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner G. Paixão na noite do dia 31 de agosto de 2013, durante reunião do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG)
* Referência ao médium Francisco Cândido Xavier, com quem conviveu.
** É como se referia a Emmanuel, em diversas oportunidades.