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No Dia dos Mortos

Meus irmãos espíritas: Deus nos abençoe a todos!

O simbolismo deste dia me toca a alma e suplico a Jesus conseguir, neste comunicado post-mortem, expor do modo mais claro e mais honesto possível, o que de há muito, desde meus dias de exílio e dor pelos hospitais terrenos, me desafia e me conscientiza, para que as mais santas conclusões e convicções me libertem dos grilhões materiais, entre personalismo e ideal, entre caprichos transitórios e amor…

Nossas experiências últimas, entre família, profissão e ideal espírita constituíram-me uma riqueza imensurável, pois, ainda que imperfeito e orgulhoso em diversos aspectos, colhi, por Bondade Divina, as lições de luz das quais me ressentia.

Digo-lhes, meus amigos, que o “fiat-lux” da alma em trânsito pelas reencarnações geralmente se dá após a desencarnação, quando a avalanche do que fizemos, pensamos e sentimos, nos sepulta em nós próprios, sem os álibis corriqueiros da esfera física!

Remontando, especificamente, à nossa posição de presidente da FEB e do Movimento Espírita que interessava ao mundo, declaro o quão trivial e pouco diligente me sinto, considerando que lutas intestinas e temores políticos me surrupiaram a força cristalina e intimorata que reconhecia no Codificador, para dar cabo das responsabilidades e investimentos doutrinário-evangélicos tão urgentes quanto importantes ao nosso planeta Terra…

Os sistemas e as disputas ordinárias das instituições costumam “cegar” e “anquilosar” os Espíritos ainda eivados de vícios e de hábitos perigosos, oriundos do passado… Nossas representações espíritas, embora inspiradas no exemplo de Allan Kardec, terminam por olvidar-lhe o heroísmo e a lucidez moral para, infelizmente, recobrar os arcaicos modelos religiosos ainda vigentes no Clero e mesmo na política elitista que insiste na divisão e na prevalência de privilégios ilusórios…

Compareço aqui, neste ambiente que no passado me recebeu com fraternidade e distinção, para reafirmar o valor espiritual de nossas conquistas em termos de união dos espíritas – seja em trabalhos doutrinários e de assistência moral ao mundo, como nas instituições que devem em tudo, se pautar pela transparência, pela fidelidade à Codificação e pela simplicidade de seus representantes e membros, a fim de que Jesus seja a flama insofismável e permanente da formosa Revelação, sem desvios e com pleno respeito às fontes primárias que nos ergueram perante a Humanidade!

Neste “Dia dos Mortos”, com júbilo e esperança, testifico perante todos, em lamento sincero, o quanto deixei de realizar e agir para que hoje, no Brasil e pelo mundo, a obra de Kardec e também a obra ímpar de Chico Xavier fulgurassem com a segurança e a fidelidade que merecem, sem quaisquer interferências ou distorções puramente humanas. Do Mundo Espiritual, neste dia simbólico e neste tempo de provação coletiva no Globo, declaro-lhes a superioridade e invencibilidade das Verdades reveladas por essas obras referidas, ainda que transitoriamente alguns se arvorem em reformadores ou anatematizadores de aspectos de seus conteúdos.

A sinceridade nos move o Espírito e suplicamos ao Senhor que os corações de boa vontade nos compreendam o intento, orando por nós que os consideramos por familiares na Seara do Consolador!

NESTOR JOÃO MASOTTI

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner G. Paixão no dia 02 de novembro de 2020, durante reunião de trabalhadores na sede do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG, Brasil)

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O Espiritismo e a Renovação Social

“O Espiritismo não cria a renovação social; a madureza da Humanidade é que fará dessa renovação uma necessidade. Pelo seu poder moralizador, por suas tendências progressistas, pela amplitude de suas vistas, pela generalidade das questões que abrange, o Espiritismo é mais apto, do que qualquer outra doutrina, a secundar o movimento de regeneração; por isso, é ele contemporâneo desse movimento. Surgiu na hora em que podia ser de utilidade, visto que também para ele os tempos são chegados; se viera mais cedo, teria esbarrado em obstáculos insuperáveis; houvera inevitavelmente sucumbido, porque, satisfeitos com o que tinham, os homens ainda não sentiriam falta do que ele lhes traz. Hoje, nascido com as ideias que fermentam, encontra preparado o terreno para recebe-lo; os espíritos cansados da dúvida e da incerteza, horrorizados com o abismo que se lhes abre à frente, o acolhem como âncora de salvação e consolação suprema.

Grande, por certo, é ainda o número dos retardatários; mas, que podem eles contra a onda que se alteia, senão atirar-lhe algumas pedras? Essa onda é a geração que surge, ao passo que eles se somem com a geração que vai desaparecendo todos os dias a passos largos. Até lá, porém, eles defenderão palmo a palmo o terreno; haverá, portanto, uma luta inevitável, mas luta desigual, porque é a do passado decrépito, a sair em frangalhos, contra o futuro juvenil; será a luta da estagnação contra o progresso, da criatura contra a vontade do Criador, uma vez que chegados são os tempos por ele determinados.”

(Allan Kardec, A Gênese, Cap. XVIII, Itens 25 e 26)

Ao observador atento e culto, que aprende com a História mas igualmente com os fundamentos inamovíveis das divinas revelações – referimo-nos àqueles que sabem extrair dos textos sagrados o seu conteúdo de moral e de genuína espiritualidade, ainda que não dominem completamente os temas e nem sempre sejam religiosos no sentido tradicional –, repetimos, para esses, o progresso social é um fenômeno natural que se processa no tempo e pelas circunstâncias, amadurecendo o senso humano dos povos e de seus mais destacados cidadãos. Nunca a religião conseguiu estabelecer a harmonia política, porque em lançando mão dos fundamentos religiosos, notadamente de Jesus e sua Doutrina, homens ambiciosos e inescrupulosos, ávidos de comando e poder, fizeram sofrer populações e viciaram as fontes dadivosas da vera religião com suas estratégias levianas e zombadoras de Deus.

O progresso social é apanágio das lutas incontáveis entre ditadores e cruéis representantes, eivados de egoísmo e de orgulho por distintivo moral, e a população comandada, geralmente passiva e em seguida revoltada com os desmandos e injustiças sociais. Desse confronto, que nos remete à Lei de Destruição, nasce o senso moral, que aponta o proveito entre as partes, porque a sagacidade e a ambição, em essência, predispõem ao discernimento e à coragem realizadora sem as quais o mundo dormiria estanque entre domínio opressor e escravização masoquista. Do sofrimento dos povos, contando homens, mulheres, crianças e velhos, desenvolve-se a resistência e a fé, a humildade e o sentimento solidário, sem os quais de nada valeriam as expiações vivenciadas e todas as marcas que libertam espiritualmente os que verdadeiramente aprendem com esse cativeiro social. É claro que os sádicos senhores que dominam os oprimidos são os que mais sofrerão o jugo do mecanismo escravagista que impõem aos semelhantes, já que operam coletivamente e suas culpas morais extrapolam os delitos comuns, cometidos entre uma pessoa e outra apenas. Todavia, são mecanismos depuradores, porque mesmo assumindo crimes tão hediondos e contra populações inteiras, após o “batismo” do Evangelho de Jesus que se tornou universal na Terra, mesmo não sendo adotado por religião de pessoas e povos, esses cruéis dominadores conhecerão o ostracismo e a humilhação, o escárnio e a completa desativação de sua loucura pelo poder, até ao ponto de converter essa “força cega e perversa” em vocação para servir, sem se importar consigo próprio. É assim que surgem os grandes líderes e os grandes missionários que abrem caminhos de progresso a todos. E é por essa mecânica de Lei de Causa e Efeito que as gentes e os povos se qualificam moralmente, para secundarem os legítimos servidores do progresso, pois a obra de renovação social é trabalho de liderança e de coadjuvação popular. Em todo o processo o tempo é condição inarredável, considerando que não se aproveita fruto verde, mas regala-se com o fruto maduro.

Se a Terra é um palco de guerras civis e de nação contra nação, e os homens utilizaram até mesmo as fontes reveladoras da Revelação Espiritual para se matarem e competirem, embora alguns líderes falsos e ainda incapazes de secundarem os genuínos planos de Jesus para o mundo ameacem se guerrear, colocando povo contra povo e nação contra nação, por motivos meramente vaidosos e de ambição, chegou o tempo em que o “direito” é a força, pois o relativo amadurecimento moral da família humana decidirá pela diplomacia e pela justiça social. Gradativamente, nações modificarão suas disposições econômicas e políticas, por força da consciência moral globalizada de seus habitantes, seja nos processos eletivos e de convivência, seja por efeito da massiva reencarnação de Espíritos mais lúcidos e mais vocacionados aos bons costumes, avessos ao derramamento de sangue e à escravização das sociedades aos modelos exploradores e destruidores dos valores humanos.

Este é o cenário em que o Espiritismo, como promessa de Jesus aos homens, em sua feição de Consolador terá papel de destaque, não como religião comandada por homens ainda tendenciosos e tocados de vaidade, mas como fundamento da Regeneração, que se caracteriza por consciência desperta e ativa no meio social, aproximando os homens e dotando-os de um arbítrio discernido e eminentemente moral. Foi por isso que Kardec afirmou que não cabe ao Espiritismo “criar a renovação social”, pois os princípios espíritas, que libertam e reeditam em pureza e beleza a moral do Evangelho de Jesus, será a força capaz de inspirar e suprir, por lógica evolutiva e consciência espiritual, todos os esforços de homens e mulheres que se destacarem no processo de humanização e justiça das sociedades terrenas.

Ao Espiritismo, em sua dinâmica expressão de Verdade e Amor, cabe o serviço de inspiração e fortalecimento das almas conscientes de Deus e de seu dever de amor e solidariedade para com o próximo!

YVONNE A. PEREIRA

Mário Campos, MG, 08 de junho de 2020

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner G. Paixão)

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NA ESCOLA TERRESTRE

“Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo: aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissensões, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades. Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem; em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las; a consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as lei divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim não procede, é por virtude do seu livre arbítrio: sofre então as consequências do seu proceder.”
(Allan Kardec, A Gênese, Cap. III, item 6)

Considerando que o planeta Terra é a obra do Criador elaborada através de Jesus Cristo para acolhimento de quantos Espíritos nela se depurariam para sua incursão nos planos divinos da Imensidade, todos os fenômenos que infelicitam e atormentam a família humana encarnada no globo, além de todas as almas que permanecem escravizadas à Crosta em situações desequilibradas e desequilibrantes são de sua responsabilidade, tendo em vista o livre arbítrio já conquistado por cada um.

Existem dois meios efetivos de influenciação do habitat terrestre: a ação direta do homem em a Natureza, dizimando-a ou viciando-a por efeito de suas ambições e desconhecimento das leis que a regem, e através das emissões mentais de seus pensamentos diários, constantemente repetidos. O efeito da ação humana sem estudo e por mero interesse comercial intoxica as fontes naturais e perverte a ordem harmônica da cadeia hoje denominada ecossistema. Esse, em termos objetivos, visível e previsível é o motivo material das catástrofes que se abatem sobre todos os países e todos os povos, com variantes segundo a natureza do meio em que sobrevivem. O outro motivo é a densidade e o teor venenoso dessa densidade laborada pelo conjunto de pensamentos liberados pela maioria ainda viciada ou pervertida pela manipulação inescrupulosa de governos, mídias e religiões sem alma, que apenas visam o interesse pessoal e de grupos elitistas, completamente entregues ao desrespeito pela obra do Criador.

No elenco das calamidades físicas, vemos o desequilíbrio das águas das chuvas, dos mares, das secas, do ar pela poluição, das terras intoxicadas e empobrecidas, da extinção de espécies vegetais e animais e a proliferação de pragas que respondem pelo excesso, já que a cadeia harmoniosa e controladora dessas ocorrências foi quebrada pelo homem, e daí por diante. Na outra órbita de ação nefasta, encontramos a psicosfera favorável à proliferação de obsessores desencarnados que estimulam a violência e o desnível moral entre os encarnados, autorizando enfermidades e mesmo a loucura, pois há vibriões e larvas psíquicas em atuação sobre as mentes humanas por efeito desse conluio tóxico e imoral entre desencarnados e encarnados. O poder variante e mutável de vírus diversos, de bactérias e congêneres – já bastantes estudados pela ciência do mundo – é efeito da proliferação desses elementos astrais que a psicosfera doentia e pesada do mundo, geralmente alimentada por ódios, ciúmes, invejas, sensualismo irresponsável, leviandade moral, indiferença, cupidez e todas as aberrações nascidas o egoísmo e do orgulho.

Os surtos psíquicos, quando coletivos, são expressões dessas intoxicações deletérias que, como ondas poderosas e avassaladoras, carregam consigo as almas empedernidas e folgadamente entregues à frouxidão moral, como forma de intensificar a sua enfermidade e obriga-la a providências saneadoras pelos sofrimentos impostos. Aí funcionam as obsessões e essas obsessões, se criteriosamente estudadas, revelarão a natureza moral em decadência e todas as consequências disso, envolvendo as forças orgânicas do indivíduo e as forças fisiopsíquicas do meio terreno, onde se poderá identificar os vibriões psíquicos e as larvas por matrizes dos vírus letais que assombram a História Humana de tempos a tempos.

A eugenia e todos os estudos científicos do mundo são importantes e válidos para coibir as proliferações danosas e inesperadas, mas o moral dos homens e mulheres da Terra será responsável efetivo por sanear a psicosfera tão doentia e permitir o verdadeiro progresso e bem-estar de todos, em todas as nações, porque então a justiça e a humanidade real serão implantados, como plataforma ideal para o florescimento do Evangelho vivo!

YVONNE A. PEREIRA

(Mensagem psicografada por Wagner Paixão, em Mário Campos, MG, em 18/04/2020).

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A MAIOR BATALHA

Meus filhos, que a luz suave e terna do coração da Santíssima nos envolva e ilumine por dentro dos corações!

A todo instante somos compelidos a lutar no plano externo da existência, dentro dos condicionamentos e de cultura da vida que em humanidade podemos implantar e desenvolver…

Por milênios buscamos nas batalhas da sobrevivência comum e da imposição de nosso poder pessoal a realização externa, em suas múltiplas expressões…

Chega, porém, pela somatória dos aprendizados entre ilusão e desilusão, o momento de lutarmos por depurar os próprios sentimentos – o que inaugura o ciclo eminentemente moral e espiritual para as almas já marcadas por tantas experiências reencarnatórias.

Essa a batalha, que tudo tem a ver com a proposta de Jesus em seu Evangelho, é a mais árdua e desafiadora, porque ela já não propõe o domínio do mundo e das pessoas em regime de escravização para enaltecimento da personalidade, mas o domínio de si mesmo, como atestado insofismável de pureza do coração.

É nessa guerra entre o “eu” e o “nós” que derramaremos as lágrimas mais amaras e que sentiremos na caminhada, cravada em nossos pés, os espinhos mais impiedosos…

A maior batalha que travaremos ou que já enfrentamos, dentro das lições do Cristo, é também o clima mais fecundo e mais promissor, diferenciando-se de todas as outras batalhas da evolução, porque nesta, em particular, o troféu ou lauréu a nos ornar a alma é o Amor, a divina herança com que o Pai nos distingue, após suores e lágrimas, temores e incertezas, dores e decepções!

Não temais nada do que a matéria e as condições transitórias do mundo terreno vos apresentardes por caminho ou realização: são miragens, testando-vos a coragem e a fé!…

Amai, filhos e filhas, ainda que não sejais amados ou compreendidos no afã de se dar…

Jesus segue à frente e cuida das florações divinas que, em nossos corações, anunciam entre tormentas e desafios o tempo da nossa redenção, quando a Verdade de Deus se evidencia e a felicidade recamada de paz nos consolam em júbilo sem fim!

Que o Senhor nos fortaleça e nos inspire sempre!

BEZERRA DE MENEZES

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner Gomes da Paixão durante reunião pública do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG, no dia 25 de novembro de 2019).

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À LUZ DA ORAÇÃO

Se julgas que a oração não passa de artifício da religião convencional, por mantra de condicionamento exterior de fé, pensa no que seria a Terra sem o fulgor do Sol que brilha em nome de Deus para favorecer a vida planetária, das entranhas abismais à atmosfera gasosa.

Orar, na justa conceituação espiritual, significa buscar a luz de Deus para espraiá-la em torno, com o propósito santo de aliviar as tensões e balsamizar os caminhos.

Se os corações humanos cultivassem com maior devoção o benefício da prece, com certeza as nuvens borrascosas das incertezas não impediriam a radiosidade da alegria em seus corações, tanto quanto reduziria, a leve e temporal, as tempestades emocionais que causam as mais danosas enfermidades e obsessões, por efeito da violência que comunicam.

A oração, por sua importância e poder renovador, mereceu de Jesus, que a ela recorria constantemente, a mais sublime expressão de fervor e consciência, quando, diante dos discípulos ainda inseguros e atônitos, deu-lhes a formosa feição de poder e glória ao iniciá-la reverente, dizendo:

– Pai Nosso que estais no Céus…!

MEIMEI

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner Gomes da Paixão durante reunião pública do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG, no dia 19 de agosto de 2019).

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NOSSA COLMEIA

Centro de belas atividades
Da alma, em fé e louvor,
Aqui se trabalha as verdades
Que emanam de Deus-Criador…

Colmeia de pensamento e ação,
Inicia os da Terra e do Além
Nas ondas da sincera elevação,
Que nascem do Eterno Bem…

O tempo lhe qualifica as equipes,
Inclusive os próprios mentores,
E ressuma o bem que pontifica
O amor em seus esplendores…

Ao Grupo fraterno eu digo:
Prossigamos na bênção de Deus!…
É o que suplica esse pobre mendigo
Dessa luz que brilha aos olhos meus!

JOSÉ GROSSO

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner G. Paixão durante reunião pública do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG, no dia 03 de junho de 2019).

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REFLEXÕES NO NATAL

Filhos amados:

que a ternura de Maria Santíssima nos inspire o bem-querer e a mansidão no trato de uns para com os outros!

            O Natal de Jesus, relembrado ao final de cada ano, é, para os que se sensibilizam, o cume do monte da elevação – verdadeira estrela de amor a nos recordar a bondade sem-fim de nosso Pai e Criador.

            O mundo físico – e suas adjacências espirituais de natureza inferior – se convulsiona, em provações e sofrimentos de toda ordem…

            Nele, o materialismo dita as ordens, escravizando concepções e práticas em todos os segmentos de trabalho e realização, incluindo os ambientes religiosos tradicionais, onde deveriam laborar sob a fé lúcida e coerente no Poder de Deus.

            Vemos, filhos, o dilema: materialismo versus espiritualidade, submetendo pessoas e instituições a provas e aferições de toda expressão, como se nesta hora a Terra inteira estivesse cobrando os tributos da coerência e da verdade por toda parte…

             É, de fato, um período de graves definições, confirmando as profecias de Jesus registradas em as anotações de Mateus, capítulos 24 e 25.

            O materialismo perverte a lógica da vida, e é por efeito desse sistema cruel de experiência e subserviência moral que, para muitos,

o dinheiro está acima do caráter,

o sexo fugaz prevalece sobre sentimentos,

a viciação fere os princípios da responsabilidade,

a leviandade desqualifica o santuário do lar,

os negócios da ambição desviam os templos dos seus ofícios santificantes,

e fobias e  loucura substituem a alegria de viver e o serviço espontâneo no bem…

            Toda vez que qualquer de vós negociais com a iniquidade, abrindo mão do que a consciência vos dita internamente, atestais o domínio do materialismo em vossa existência.

            Não defendemos aqui o fundamentalismo religioso e muito menos as posições extremas de vida e de expressão religiosa. Salientamos a ausência do amor divino, sufocado por sensações grosseiras e imediatistas, tanto quanto a ausência de confiança em Deus, convertida em simonia, quando muitos se vendem aos sistemas do mundo, comprando em verdade as mesmas ilusões que fizeram perder a Judas Iscariotes no passado!

            Natal, meus filhos, é o tempo das memórias divinas, em que, desde o brilho da estrela em Belém até o nascimento de Jesus numa manjedoura singela, encontramos as belezas da genuína fé, pois os céus anunciam o tempo novo, e esse tempo do amor e da sabedoria se apresenta na simplicidade invencível e eterna da humildade de coração!

            Reflitamos, meus filhos, sobre a presença de Jesus em nós, não como culto externo, com palavras brilhantes e fugidias, mas como força de consciência a nos moldar o caráter regenerado, porque edificado na verdade do Pai, em devoção e caridade.

            Desejamos a vós todos, filhos do nosso coração agradecido, as luzes imperecíveis da comunhão com o Cristo, em eterna glorificação de Deus!

BEZERRA DE MENESES

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner G. Paixão durante reunião pública do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG, no dia 17 de dezembro de 2018).

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ALEGRIA DE VIVER

Espraia o olhar em torno de teus passos e fixa as imagens da Natureza por aulas divinas a te revelarem o infinito amor de Deus…

A matéria, que constitui o teu corpo,  que codifica o dinheiro em cédulas, que te edificou a casa e te impressiona os sentidos físicos, é moldura transitória de tua imortalidade, denominada vida.

Entende isso e cultiva a alegria de viver, porque o corpo adoece um dia, sem que isso represente o fim de tuas habilidades de alma; o dinheiro escasseia, convidando-te a valorizar tuas virtudes e princípios; a habitação que te guardava o lar pode ser hipotecada, sem que tuas venturas nas relações humanas se esgotem…

Toda moldura de matéria é condição passageira a te ensinar sobre o teu poder de amar e de saber sobre tudo.

Não abras mão de ser feliz, tanto quanto possas na terra, por ausência de alguma posse material ou de qualquer condição física.

O Espírito é tudo e só ele triunfa dos jogos de interesses e das convenções que o tempo desmancha, convertendo-os em pó.

Usa tudo com sobriedade e nunca te escravizes aos recursos que te emolduram a existência.

A alegria de viver é Dom Divino, nascido do amor de Deus e manifesto em todos os filhos que sabem glorificá-lO no bem.

Quanto mais te entregares ao otimismo e ao serviço útil por devoção à luz, mais e mais a alegria de viver te converterá o coração em usina de ternura e paz!

MEIMEI

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner Gomes da Paixão durante reunião pública do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG, no dia 15 de outubro de 2018).

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NA TRANSIÇÃO VIVIDA PELO BRASIL

Filhos amados, seareiros do Consolador Prometido, seja Jesus o nosso Guia e o excelso modelo a seguir!

Não deixemos turbar nossos corações à frente da iniquidade e dos crimes de lesa-consciência que a população se habituou a ver desfilar através dos dias escuros e tristes que o País vive na atualidade…

Sob a Luz do Cristo Jesus, o País que deu corpo e vida à mensagem do Espiritismo Cristão – essas terras férteis e dadivosas – atravessará, como sói acontecer a todas as dádivas que o Céu concede aos homens, o escárnio e a zombaria, por efeito do despreparo e das viciações históricas de diversos Espíritos endurecidos em seus propósitos egocêntricos, regados a ambições e vaidades.

Filhos, a borrasca varre a psicosfera brasileira, por algum tempo, mas não por todo tempo.

Esta é a hora da separação dos bodes e das ovelhas, pois, à Luz Brilhante, nenhum espectro da ilusão se animaria a dominar e se impor, do mesmo modo que o Bem ou os amantes do Bem se reunem, qual um feixe de varas, a leviandade e a corrupção se associam, prenunciando um profundo tumor que está prestes a ser drenado, ensejando aos infelizes semelhantes, que o constituem moralmente, a transladação vibratória para outro domínio da Casa do Pai, onde poderão encontrar tratamento adequado e eficiente, tendo em vista que já cumprem, na Humanidade terreal, o seu papel de instrumentos do escândalo.

Nossa tarefa nestes dias não será outra que a da confiança irrestrita no Senhor, com o exercício incansável da bondade, resgatando, do Cristianismo Primitivo, o espírito santo do Evangelho.

Perdoar e amar sem desfalecimento; estudar e se iluminar sem solução de continuidade.

Nossos Jardins de Fraternidade, nos grupos, nos lares, nas empresas do Bem, serão os oásis dos cansados e oprimidos, tanto quanto dos que chegam pela reencarnação com o desejo de servir a Deus.

Unamo-nos verdadeiramente, para cumprir no Mundo a vontade de Jesus; fujamos ao artificialismo religioso, evitemos toda e qualquer elitização.

Compreendamos que o nosso Movimento redentor, passa de coração a coração, sem a entronização dos movimento de massa, em que os interesses imediatos e as vaidades são fantasmas e obsessores a minarem o espírito da Caridade.

Estamos convosco, não para agredir ou lutar com violências, porém, para erguer na Terra o Templo da Fraternidade Humana, por Jesus e com Jesus!

 

BEZERRA DE MENEZES

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner G. Paixão durante reunião pública do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG, no dia 13 de novembro de 2017).

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A OBRA DO CRIADOR

Meus irmãos, paz entre nós!

A verdade, simbolizada no Verbo Divino, donde tudo que existe surgiu, é o cinzel formoso que talha a perfeição em todos os seres do Universo.

Cada um de nós apresenta, em seu íntimo, a matéria-prima na feição de sentimentos e de ideias, que é submetida às Leis que a tudo dirigem – a verdade imutável e eterna, oriunda do Amor do Pai.

Quando o sofrimento surge – eis um lance do cinzel divino a talhar o caráter e os bons princípios…

Quando a ação caridosa faz fulgir um coração fervoroso, como instrumento do Bem legítimo – eis vigoroso lance do cinzel divino a multiplicar esperança e reconforto…

A Verdade corrige, como também consola e soergue.

A obra de Deus pode apresentar a dualidade conhecida no Mundo em que viveis, mas ela é – e será sempre – o vigor da Luz, o poder do Amor e a eternidade da Vida, em depuração e esplendor!

Compreendamos a onipresença do excelso Pai pela Verdade, e seu Amor nos converterá à felicidade sem peias!

EURÍPEDES BARSANULFO

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner Gomes da Paixão durante reunião pública do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG, no dia 23 de setembro de 2017).